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15/5/2009
Sadia Fatura R$ 2,9 bilhões no 1º Trimestre de 2009
Faturamento cresce 10,6% com bom desempenho das vendas no mercado interno
A Sadia S.A. fechou o primeiro trimestre do ano como a 5ª maior empresa exportadora do Brasil e conquistou o 5º lugar no ranking das 200 empresas com melhor reputação em todo o mundo, segundo a pesquisa Global Pulse, realizada pelo Reputation Institute, de Nova York. A receita bruta no período foi de R$ 2,9 bilhões e receita líquida de R$ 2,5 bilhões, valores respectivamente 10,6% e 8,1% superiores aos obtidos nos três primeiros meses de 2008. Os resultados obtidos decorrem do esforço contínuo da empresa em direção a um crescimento sustentável, em um período fortemente impactado pela redução da demanda mundial por carnes em todo o setor.
O desempenho operacional da companhia se manteve sólido durante todo o período. O volume total de vendas registrou leve queda de 0,5%, somando 530 mil de toneladas, em função da diminuição da demanda no exterior. O EBITDA totalizou R$ 62,5 milhões, 75,7% abaixo do apresentado no primeiro trimestre de 2008. A margem EBITDA foi de 2,5%. Isso se explica, principalmente, por alguns eventos não recorrentes, como a eliminação de matrizes, liquidação de estoques de produtos com custos elevados de grãos e despesas extras com o início de operações nas unidades de Vitória de Santo Antão (PE) e Lucas do Rio Verde (MT). Em função do pagamento de juros de financiamento da dívida e da variação cambial sobre ativos e passivos financeiros, a despesa financeira da Sadia aumentou e fez com que a companhia registrasse prejuízo líquido de R$ 239,2 milhões.
No mercado interno, a Sadia conquistou market share de industrializados e obteve bons resultados. As vendas no Brasil cresceram 10,3% e totalizaram 281,59 mil toneladas. A receita obtida no país somou R$ 1,7 bilhão, crescimento de 22,7% em relação aos três primeiros meses do ano anterior.
Em função da necessidade de ajuste de estoques e da falta de crédito no exterior, as vendas nesse mercado caíram 10,5%, para 248,71 mil toneladas, assim como a receita de R$ 1,2 bilhão, que teve retração de 3,3%.
Investimentos
De janeiro a março deste ano, a Sadia investiu R$ 170,3 milhões com a conclusão de projetos que já estavam em andamento, a exemplo da unidade de Lucas do Rio Verde (MT) e da fábrica de Vitória de Santo Antão (PE). Desse total, 42,3% foi direcionado ao segmento de industrializados (R$ 72 milhões).
As perspectivas são boas, tanto no Brasil quanto no exterior. No mercado internacional, já há sinais de recuperação, em particular na Europa, e a previsão é que ainda neste semestre as exportações voltem a crescer. Já o mercado interno continuará aquecido e tem boas perspectivas de crescimento com o início das operações da unidade de Vitória de Santo Antão e da linha de abate de suínos em Lucas do Rio Verde.
Mercado Interno
Mais uma vez o segmento de industrializados ganhou market share no país e foi o destaque do período com receita de R$ 1,3 bilhão, aumento de 19,4% em relação ao 1T08. As vendas do segmento cresceram 7,9% e somaram 231,06 mil toneladas. Os destaques foram, principalmente, mortadelas, salsichas, hambúrgueres e empanados.
Os segmentos de suínos, aves e bovinos também tiveram bom desempenho no período e apresentaram crescimento de janeiro a março. O de carne suína foi o que mais cresceu no período, com aumento de 35,8% no volume de vendas internas, totalizando 13,39 mil toneladas. A receita de R$ 65 milhões superou em 34,3% o resultado do mesmo período do ano passado.
O segmento de aves apresentou alta de 21,2% em volume (32,81 mil toneladas) e acréscimo de 20,9% em receita (R$ 130,2 milhões). Já o segmento de bovinos registrou receita de R$ 20,8 milhões e 4,31 mil toneladas em volume, aumento de 25,9% e 3,8%, respectivamente.
Mercado Externo
Com a acomodação da demanda internacional, o segmento de industrializados registrou queda de 17,1% em volume, que somou 24 mil toneladas. Já a receita obteve crescimento de 2,3% (R$ 138,8 milhões) em relação ao primeiro trimestre do ano anterior.
Com a necessidade de ajuste de estoques no exterior, as exportações de aves caíram 9,3% e totalizaram 195,98 mil toneladas. Mesmo assim o segmento foi o mais comercializado no exterior e representou 69,1% da receita obtida fora do país, somando R$ 801,6 milhões (-9%). Os preços médios ficaram estáveis no período.
Em relação a suínos, as vendas físicas (23,19 mil toneladas) ficaram estáveis em razão da queda da demanda em alguns países, a exemplo da Ucrânia, e do aumento dos embarques para outros países, como Angola. O preço médio do produto cresceu 4,8% em reais e a receita subiu 4,7%, totalizando R$ 116,7 milhões.
O segmento de bovinos foi o mais afetado pela crise financeira. O volume totalizou 5,51 mil toneladas e caiu 43% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Já a receita teve queda de 36,2%, somando R$ 39,4 milhões.

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