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27/3/2009
Sadia fecha 2008 com maior faturamento anual de sua história
Impulsionada pelo sólido desempenho operacional, receita líquida da companhia cresce 23,2% e chega a R$ 10,7 bilhões. Aumento no volume de vendas foi de 8,3%.
A Sadia S.A encerrou 2008 como a maior empresa brasileira exportadora de proteína animal e a maior produtora do setor de carnes no Brasil. A receita bruta da companhia foi de R$ 12,2 bilhões – a maior já registrada até o momento – com um crescimento de 23% em relação ao ano anterior. A receita líquida aumentou 23,2%, para R$ 10,7 bilhões. Em função da boa performance da empresa, tanto no mercado doméstico quanto no exterior, o volume total de vendas foi de 2,3 milhões de toneladas, 8,3% acima do registrado em 2007. A Sadia fechou o ano com investimentos da ordem de R$ 1,8 bilhão, a maior cifra de sua história, o que proporcionará à companhia capacidade produtiva suficiente para sustentar um crescimento de até dois anos sem a necessidade de novos aportes.
O ano foi muito positivo do ponto de vista operacional. Além do crescimento em market share de produtos de maior valor agregado, a alta dos preços praticados nos segmentos e mercados nos quais a Sadia atua e a ótima performance de vendas de aves no exterior e de industrializados nos dois mercados contribuíram para o bom desempenho da companhia entre janeiro e dezembro do ano passado. O EBTIDA totalizou R$ 1,2 bilhão no ano de 2008, com uma leve queda de 0,7% em relação ao ano anterior. A margem EBTIDA de 10,9% ficou alinhada com o que era previsto para o ano passado (de 11% a 12%).
No mercado interno, as vendas totalizaram 1,1 milhão de toneladas, o que representa um aumento de 12,2% na comparação com o ano anterior – crescimento 2,4 vezes maior que o PIB brasileiro. A receita teve alta de alta de 24,2%, somando R$ 6,6 bilhões. O segmento de industrializados manteve o ritmo de crescimento apresentado nos anos anteriores e respondeu por 78,8% da receita no País. No mercado internacional, a atuação da companhia também foi favorável: as vendas registraram aumento de 5% no volume embarcado, para 1,2 milhão de toneladas, e de 21,7% na receita, totalizando R$ 5,6 bilhões. Com isso, foi mantido o equilíbrio entre mercado interno (54%) e mercado externo (46%), em linha com a estratégia da empresa.
Mesmo com o agravamento da crise financeira internacional a partir de setembro, o desempenho da Sadia no quarto trimestre de 2008 seguiu a tendência de crescimento observada durante todo o ano, com faturamento de R$ 3,5 bilhões (alta de 18%). A receita líquida foi de R$ 3,1 bilhões, 15,9% superior à registrada entre outubro de dezembro de 2007, com 600,8 mil toneladas comercializadas, volume 0,8% maior do que o do último trimestre do ano anterior. No mercado interno, o faturamento de R$ 2 bilhões de outubro a dezembro proporcionou crescimento de 24,1% em relação ao mesmo período de 2007. O volume de vendas no período aumentou 9,4% e chegou a 315,1 mil toneladas. O resultado deveu-se, principalmente, à capacidade de gestão da Sadia e à força da marca e da qualidade de seus produtos. Em relação ao mercado externo, houve queda de 7,3% nos embarques no quarto trimestre, período no qual a crise se intensificou no mundo todo, com a venda de 285,7 mil toneladas para o exterior. De outubro a dezembro, a receita gerada foi de R$ 1,5 bilhão, alta de 10,7% na comparação com igual período do ano anterior.
De acordo com a nova Lei nº 11.638/07, os derivativos foram contabilizados pelo seu valor justo e os potenciais ganhos e perdas foram reconhecidos no resultado de 2008, mesmo antes de suas realizações. Em função disso, a companhia registrou o primeiro prejuízo líquido anual de sua história: R$ 2,5 bilhões. Nos últimos três meses do ano, o prejuízo foi de R$ 2,042 bilhões. Se a empresa não tivesse de antecipar em seu resultado de 2008 perdas que deverá registrar ao longo de 2009, o prejuízo seria de R$ 468 milhões, o equivalente a 1/5 do apresentado no momento.
Mercado Interno
O desempenho de vendas da Sadia no mercado interno avançou 12,2% em relação a 2007, totalizando 1,12 milhão de toneladas e gerando receita de R$ 6,6 bilhões, alta de 24,2%. No quarto trimestre, o faturamento de R$ 2,0 bilhões no mercado interno proporcionou crescimento de 24,1% em relação ao mesmo período de 2007. O volume de vendas no período aumentou 9,4% e chegou a 315,1 mil toneladas. O resultado deveu-se, principalmente, à capacidade de gestão da Sadia e à força da marca e da qualidade de seus produtos.
O segmento de industrializados foi responsável por quase 79% da receita obtida pela companhia no mercado doméstico. A receita gerada pelos produtos industrializados em 2008 foi da ordem de R$ 5,2 bilhões o que equivale a um crescimento de 25,5% na comparação com 2007. As vendas somaram 919,7 mil toneladas ao longo do ano, representando uma alta de 13,1%. Os destaques foram os resfriados, especialmente lingüiças, frios light e mortadelas, além dos produtos congelados, entre eles hambúrgueres e pratos prontos. No 4T08, volume e receita aumentaram 10,5% e 25,9%, registrando 246,4 mil toneladas e R$ 1,5 bilhão, respectivamente. Esta performance foi possível graças ao incremento nas vendas de margarinas e produtos natalinos.
O setor de aves, por sua vez, fechou o ano com uma receita de R$ 624,3 milhões no mercado interno, crescimento de 11,6% na comparação com 2007. O volume comercializado atingiu 131,6 mil toneladas e foi 0,3% menor na comparação com 2007. Já no quatro trimestre, as vendas de aves apresentaram evolução de 1,8% no volume e atingiram 49,9 mil toneladas. A receita da ordem de R$ 276,2 milhões foi 13,1% superior ao 4T07.
No segmento de suínos, houve aumento de 9,8% no volume de vendas internas em 2008, totalizando 48,0 mil toneladas. A receita de R$ 272,1 milhões superou em 42,9% o resultado de 2007. No 4T08, as vendas foram 2,3% maiores do que em igual período do ano anterior e chegaram a 13,1 mil toneladas. A receita obtida foi 23,1% maior, somando R$ 81,7 milhões.
Já o segmento de bovinos registrou crescimento significativo de 118,5% no volume de venda no mercado interno, totalizando 21,0 mil toneladas em 2008. O aumento reflete o redirecionamento do produto para o mercado doméstico em razão da limitação do número de fazendas brasileiras com certificação para exportar à Europa. Nos últimos três meses de 2008, a receita subiu 58,2%, para R$ 34,5 milhões. O volume de vendas (5,7 mil toneladas) foi 81,0% maior que o mesmo período do ano anterior.
Mercado Externo
Mesmo diante do turbulento cenário internacional, a Sadia obteve bons resultados no mercado externo ao longo de 2008. Os embarques do ano cresceram 5%, totalizando 1,2 milhão de toneladas. Os preços médios evoluíram em reais (19,2%) e em dólares (25,2%) e a receita de R$ 5,6 bilhões foi maior em 21,7% na comparação com 2007.
No quarto trimestre, período no qual a crise se intensificou no mundo todo, houve queda de 7,3% nos embarques em relação aos três últimos meses de 2007, com a venda de 285,7 mil toneladas para o exterior. De outubro a dezembro, a receita gerada foi de R$ 1,5 bilhão, alta de 10,7% na comparação com igual período do ano anterior.
Assim como aconteceu no mercado doméstico, o segmento de industrializados foi o destaque do resultado da companhia no exterior e cresceu 18,6% no volume comercializado em 2008, totalizando 131,6 mil toneladas. A receita de R$ 667,8 milhões teve alta de 41,2% em relação ao ano anterior. No 4T08, o segmento foi o único a apresentar evolução nas vendas físicas: avançou 14,0% em volume (33,0 mil toneladas) e 37,3% na geração de receita (R$ 189,1 milhões), na comparação trimestral.
No segmento de aves, as vendas totalizaram 952,9 mil toneladas e cresceram 8,2% em 2008, na comparação com o ano anterior. Esse desempenho, aliado ao aumento do preço médio de 23,5% em dólar, representaram crescimento de 27,2% na receita (R$ 4,1 bilhões). O cenário de turbulência internacional verificado nos últimos três meses do ano, no entanto, impactou a demanda global por aves no período e resultou em queda de 4,3% no volume de vendas físicas (229,5 mil toneladas) para o exterior. Graças ao aumento do preço médio do produto, houve evolução de 14,2% na receita gerada, que ficou na casa dos R$ 1,1 bilhão no período.
Em relação a suínos, as vendas físicas (85,7 mil toneladas) caíram 21,3%, enquanto a receita (R$ 489,7 milhões) subiu 2,1% no ano. Em função do direcionamento do produto para utilização de matéria-prima de industrializados, o segmento registrou nos últimos três meses do ano retração de 50,2% nos volumes embarcados (14,4 mil toneladas) e de 26,6% na receita gerada (R$ 99,9 milhões).
Em relação a bovinos, a queda na demanda internacional pelo produto fez com que o segmento tivesse um desempenho 26,3% menor no volume de vendas (35,1 mil toneladas) ao longo de 2008. Com isso, a receita gerada pelo setor foi 13,2% menor e fechou o ano em R$ 234,2 milhões. No 4T08, a queda se manteve no volume de vendas (16,7%), que foi de 8,7 mil toneladas. No entanto, a receita subiu 6,8% (R$ 65,5 milhões). O preço médio aumentou 28,2%¨em reais e o destaque de destinos ficou entre Rússia, Irã, Venezuela e Egito.
Investimentos e perspectivas
A Sadia encerrou o ano de 2008 com o maior volume de investimentos já realizado pela companhia: R$ 1,8 bilhão. O montante permitiu à empresa expandir a capacidade produtiva, adotar novas tecnologias e aperfeiçoar a infraestrutura de distribuição e logística. A maior parte desses investimentos (R$ 650 milhões) foi aplicada no segmento de industrializados, ampliando em 34% a capacidade de 2007.
Em 2009, a Sadia investirá mais R$ 600 milhões na conclusão dos projetos que já estão em andamento, melhoria nas unidades, infraestrutura, tecnologia da informação e matrizes. A companhia acaba de inaugurar sua primeira unidade no Nordeste, localizada em Vitória de Santo Antão (PE), que terá capacidade de produzir 147 mil toneladas/ano de embutidos e deverá gerar uma receita adicional de R$ 390 milhões/ano. No primeiro semestre, também entrará em funcionamento a unidade de Lucas do Rio Verde – a maior fábrica da Sadia. Ao todo, serão 190 módulos de aves de corte e 115 de suínos, que deverão gerar receita adicional da ordem de R$ 1,1 bilhão.

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